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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#VejaInvaders: Minha opinião e a de Dines

Quando for Daniel Dantas falando, jornalistas podem chamar de partidarismo ou intimidação.  Quando for José Dirceu falando, podem chamar de crime.  Mas quando for Alberto Dines?

Dines, no texto que publiquei abaixo, deu o nome certo às coisas que envolveram a tentativa de denúncia convertida em crime cometido pela revista Veja.  Dines, não eu ou Dirceu, diz o certo:

A verdade é que a matéria recoloca o jornalismo político brasileiro na Era da Pedra Lascada.
A verdade é que a Veja não faz jornalismo faz muito tempo.  Tenho sempre a impressão, quando leio as denúncias da revista, que ela se assemelha àquelas piadas em que, no fim, o sujeito fala do último desejo, pensamento ou imagem de alguém que, logo depois, morreu.  Como é possível que eu saiba algo que passou pela cabeça do recém-morto?  A consistência das fontes, das denúncias, das provas, dos depoimentos é frágil e se desmancha no ar.  Várias denúncias foram desperdiçadas por causa do mal jornalismo, afoito e imprudente realizado pela Veja.  Talvez seja o caso aqui.

Mas pode ser, e tomara Deus que seja, esse o fundo do poço da revista.  Seu fim ou seu recomeço.

Comentários

  1. Pena que eu acho que daqui a algumas semanas irão fingir que nada aconteceu, cabe a opnião publica não esquecer.

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