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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#VejaInvaders: Minha opinião e a de Dines

Quando for Daniel Dantas falando, jornalistas podem chamar de partidarismo ou intimidação.  Quando for José Dirceu falando, podem chamar de crime.  Mas quando for Alberto Dines?

Dines, no texto que publiquei abaixo, deu o nome certo às coisas que envolveram a tentativa de denúncia convertida em crime cometido pela revista Veja.  Dines, não eu ou Dirceu, diz o certo:

A verdade é que a matéria recoloca o jornalismo político brasileiro na Era da Pedra Lascada.
A verdade é que a Veja não faz jornalismo faz muito tempo.  Tenho sempre a impressão, quando leio as denúncias da revista, que ela se assemelha àquelas piadas em que, no fim, o sujeito fala do último desejo, pensamento ou imagem de alguém que, logo depois, morreu.  Como é possível que eu saiba algo que passou pela cabeça do recém-morto?  A consistência das fontes, das denúncias, das provas, dos depoimentos é frágil e se desmancha no ar.  Várias denúncias foram desperdiçadas por causa do mal jornalismo, afoito e imprudente realizado pela Veja.  Talvez seja o caso aqui.

Mas pode ser, e tomara Deus que seja, esse o fundo do poço da revista.  Seu fim ou seu recomeço.

Comentários

  1. Pena que eu acho que daqui a algumas semanas irão fingir que nada aconteceu, cabe a opnião publica não esquecer.

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