Meia noite de um três de maio
Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio.
Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada.
Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal.
Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir.
Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento.
Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida.
A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender tudo que fazemos para permanecer e ter sentido.
Olho no relógio e já são 31 minutos de 3 de maio. Esse já é meu dia. A vida é uma força de sentido que me orienta e me anima. A vida me empurra a viver.
Tenho pensado sobre a morte. Dez anos atrás era tudo o que queria. Hoje ela me mostra que a vida é tudo o que vale de verdade. A vida, clareou, e me empurra a viver.
Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada.
Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal.
Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir.
Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento.
Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida.
A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender tudo que fazemos para permanecer e ter sentido.
Olho no relógio e já são 31 minutos de 3 de maio. Esse já é meu dia. A vida é uma força de sentido que me orienta e me anima. A vida me empurra a viver.
Tenho pensado sobre a morte. Dez anos atrás era tudo o que queria. Hoje ela me mostra que a vida é tudo o que vale de verdade. A vida, clareou, e me empurra a viver.
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