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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Atitude do coração

O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.

Habacuque 2. 20

Tenho refletido nesses dias sobre o encontro com o Senhor Santo e Poderoso. Na verdade, esses pensamentos têm me conduzido à reflexão acerca de um tema muito caro para muitos, mas pouco entendido e assumido nos corações: a reverência.

É comum que ouçamos instruções para igrejas se porem de pé para a leitura da Palavra de Deus em sinal de reverência. Ou a obsessão pelo silêncio absoluto em nossos cultos como manifestação de reverência ao Senhor. Em outras palavras, nossa tendência tem sido a de normatizar a reverência, forçando-a a partir de regras de posturas e de comportamentos, que atendem, na verdade, muito mais a nossa necessidade de ordem na vida do que significam sermos reverentes de verdade. A reverência é uma atitude de coração. Por isso, tenho percebido que mesmo as pessoas mais preocupadas com a ordem em nossos cultos são das mais irreverentes, porque não se depararam, conscientemente, com o coração santo do Senhor. Ao menos, não se apercebem disso. Seus corações não se calam diante do Senhor.

Leia mais aqui.

Comentários

  1. Você tem uma mente fertil! E concatena bem suas ideias... isso é muito bom. Gostei de conhecer o seu blogger...
    Sou seminarista presbiteriano e moro no Rio. Vc é de qual denominação?
    Valeu!

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  2. Daniel fiquei bolado qnd li lá no Telhado q vc foi disciplinado por causa de seu blog. É a volta da Idade da Pedra (não dá nem para dizer q é Idade Média). Enquanto a piscina deles "está cheia de ratos" e vivem em um grande "museu de grandes novidades" cismam em apontar para os outros e dizer: raca! Que cresçam! Paz. Vando (www.pensamentojovem.com0

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  3. Os homens de uma maneira geral adoram criar regras desse tipo porque assim conseguem se colocar em uma posição para exercer poder sobre os outros. Como está escrito em Gálatas 6:12 e 13 "todos querem mostrar bo aparência na carne e são esses que vos obrigam a circuncirdar-se e eles mesmos não guardam a lei..."
    Me diga quem pode sondar o coração do homem? Quem pode dizer se estando em pé, de joelhos ou sentados, o nosso coração está contrito ou humilhado? Os homens adoram colocar togas e julgar o seu próximo, mas como o profeta Isaías disse "próximo está o que me justifica, quem contendará comigo}?"

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