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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Esta noite vou a Fortaleza para a formatura do Seminário. Estarei de volta na segunda.
Enquanto isso, tenho um relatório para entregar até o dia 15. E segunda, quando voltar, tenho capítulos de minha dissertação para entregar.
É a vida nesse meu lugar...

Comentários

  1. Fui apresentado a esse seu-nosso lugar...
    até hoje o que pergunto-me e se há vida nessas muitas letras...
    Vando
    vando@pensamentojovem.com

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  2. Eu não sei, eu não sei. Mas não acho que letras e vida combinem bem ou sejam antônimos. Nós temos vida ou não a temos. Usamos ou não usamos as letras. Tudo está em nós. E nós só podemos ser se nós estivermos nEle. Então, nEle, tudo é certo, tudo tem sentido. Ainda que não faça o menor sentido.

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  3. ...como dizemos aqui no rio: sinistro!
    Vando (www.pensamentojovem.com)

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