Meia noite de um três de maio
Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Olá, estou visitando seu blog pela primeira vez (nem é tão inesquecível quanto dizem)
ResponderExcluirGosto do pensamento de Foucault, e foi um boa coincidencia encontrar seu nome (f) no seu ultimo post
gostei do titulo do blog tambem
um abraço
Al
Al,
ResponderExcluirnão entendi: disseram que meu blog era inesquecível?
quem disse?
obrigado pela visita e volte outras vezes.
Me desculpe, me expressei mal, quis me referir a expressão " a primeira vez a gente nunca esquece".
ResponderExcluirGostei do post, li Vigiar e Punir, A história da sexualidade um, e Foucault e seus contemporâneos, de didier eribon, além de trechos de metafísica do poder e história da loucura...
Gosto de ler mais os filósofos franceses, pelo jeito que comunicam (nada contra os alemãos). Ex: Gaston Bachelard, Camus (argelino), Pierre Bourdieu, Sartre e tal.
Mas agora Foucault não faz tanto minha cabeça apesar de manter certos conceitos dele que são bem bons, como a eliminação de uma visão dualista de opressores e oprimidos, promovidos por marxistas e neo-marxistas, como Althusser.
Um abraço
Al
www.algebrim.blogdrive.com
Mas agora, nem