Meia noite de um três de maio
Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Aqui é o John:
ResponderExcluirCara, as eleições por aqui estão... sei lá. Por um lado tem o Bush, que é crente, mas idiota. E tem o Kerry, que apóia aborto (e mais outras coisas que eu abomino) mas definitivamente tem idéias mais lúcidas e sabe melhor expressa-las. Dilema, dilema.
E ai Dani Dino, blz?
ResponderExcluirNossa a quanto tempo neh? Olha to reabrindo meu blog! dá uma passada por lá ok? abraço
John, na hora de votar eu jamais levei em conta a declaração de fé de um candidato. Temos muitas experiências ruins por aqui. Aliás, se o fato de o sujeito ser crente influencia alguma coisa, é para eu não votar. Sobre Bush x Kerry eu afirmo que, com certeza, o mundo inteiro torce e ora pela vitória democrata.
ResponderExcluirJohn de novo.
ResponderExcluirCara, eu não votaria no Bush por ele ser meramente cristão (e, de fato, não votarei nele)- mas, por mais que eu me sinta tentado, não votarei no Kerry. Quando o grande líder democrata oficializar pesquisas usando células tronco e dar apoio a clínicas de aborto, eu não quero dizer a mim mesmo que ajudei esse homem a chegar no poder. Limpo minhas mãos e deixo o voto em branco; o país é desse povo maluco, eles que escolham o seu líder.
Dani, sou bem receosa quanto a esse oba-oba em torno do Miguel. Por trás de suas propostas não está apenas a crítica ferina aos nossos governantes, mas um desprezo latente pelo povo que os elegeu. Achei ruim ele ter angariado tantos simpatizantes, principalmente entre os jovens, é terrível o ceticismo chegar a esse ponto. Abraço.
ResponderExcluirDaiany, eu compreendo a sua preocupação. Não sei se as pessoas compreenderam Mossoró como grotesco e foram na onda. Mas sei, e ele mostrou isso em uma entrevista hoje, que ele tentou personificar a ironia contra uma classe política desacreditada. Gente que o chamou de piada ou de gaiatice, e agora corre atrás em busca de apoio no segundo turno.
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