Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal
Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Aqui é o John:
ResponderExcluirCara, as eleições por aqui estão... sei lá. Por um lado tem o Bush, que é crente, mas idiota. E tem o Kerry, que apóia aborto (e mais outras coisas que eu abomino) mas definitivamente tem idéias mais lúcidas e sabe melhor expressa-las. Dilema, dilema.
E ai Dani Dino, blz?
ResponderExcluirNossa a quanto tempo neh? Olha to reabrindo meu blog! dá uma passada por lá ok? abraço
John, na hora de votar eu jamais levei em conta a declaração de fé de um candidato. Temos muitas experiências ruins por aqui. Aliás, se o fato de o sujeito ser crente influencia alguma coisa, é para eu não votar. Sobre Bush x Kerry eu afirmo que, com certeza, o mundo inteiro torce e ora pela vitória democrata.
ResponderExcluirJohn de novo.
ResponderExcluirCara, eu não votaria no Bush por ele ser meramente cristão (e, de fato, não votarei nele)- mas, por mais que eu me sinta tentado, não votarei no Kerry. Quando o grande líder democrata oficializar pesquisas usando células tronco e dar apoio a clínicas de aborto, eu não quero dizer a mim mesmo que ajudei esse homem a chegar no poder. Limpo minhas mãos e deixo o voto em branco; o país é desse povo maluco, eles que escolham o seu líder.
Dani, sou bem receosa quanto a esse oba-oba em torno do Miguel. Por trás de suas propostas não está apenas a crítica ferina aos nossos governantes, mas um desprezo latente pelo povo que os elegeu. Achei ruim ele ter angariado tantos simpatizantes, principalmente entre os jovens, é terrível o ceticismo chegar a esse ponto. Abraço.
ResponderExcluirDaiany, eu compreendo a sua preocupação. Não sei se as pessoas compreenderam Mossoró como grotesco e foram na onda. Mas sei, e ele mostrou isso em uma entrevista hoje, que ele tentou personificar a ironia contra uma classe política desacreditada. Gente que o chamou de piada ou de gaiatice, e agora corre atrás em busca de apoio no segundo turno.
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