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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...
Escrevi o texto abaixo nos comentários de minha participação neste blog. A data do texto é 01 de setembro:
Domingo estava dando aula na Escola Dominical para a classe de jovens. Ali eu dizia que a Igreja é lugar de diferenças, mas jamais pode ser lugar de desigualdades. Citei Amós 5 e sua dura palavra de que Deus não estava recebendo o culto do povo por causa da desigualdade havida entre eles. Perguntei, então, qual critério os meus alunos usavam para se relacionar com outras pessoas. E também o que seria capaz de dar sentido às suas vidas e aos seus cultos, fazendo com que estivessem disponíveis para que Deus os transformasse e transformasse o mundo através do compromisso deles. Quando eu afirmei que havia uma única resposta a essas questões (o amor de Deus manifesto em Cristo Jesus é fundamento que dá sentido à vida, que transforma a Igreja e o mundo e que deve ser critério para as nossas relações), disseram que eu seria chamado de revolucionário. Eu não temo ser revolucionário. Transformar o mundo é A questão do compromisso da Igreja. Se é que essa Igreja tem fundamento no amor de Deus e dá sentido à sua vida a partir disso. Isso é Revolução. Lutar pelo amor de Deus para que o mundo se transforme. Pregando, orando, ensinando, amando, lutando por justiça. Essa é a Revolução do Amor, a Koinonia. Esse é o motivo pelo qual Cristo morreu e porque nos salvou.

Comentários

  1. Será que a Koinonia que vc fala é isso, aonde vc fala de uma forma DESPREZÍVEL e VERGONHOSA sobre a sua família, e em especial a sua TIA? Veja um texto escrito por vc mesmo "De um lado, minha tia louca que não deixa em paz nem família nem igreja. Do outro, nós, família, que não temos condições de lidar com isso e deixamos que ela nos domine completamente. Mais no fundo, minha avó, carregando o peso dos 82 anos e das mágoas contra tudo e contra todos, em especial a filha maluca. A situação é sufocante" Reflita meu caro jornalista...

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