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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Escrevi o texto abaixo nos comentários de minha participação neste blog. A data do texto é 01 de setembro:
Domingo estava dando aula na Escola Dominical para a classe de jovens. Ali eu dizia que a Igreja é lugar de diferenças, mas jamais pode ser lugar de desigualdades. Citei Amós 5 e sua dura palavra de que Deus não estava recebendo o culto do povo por causa da desigualdade havida entre eles. Perguntei, então, qual critério os meus alunos usavam para se relacionar com outras pessoas. E também o que seria capaz de dar sentido às suas vidas e aos seus cultos, fazendo com que estivessem disponíveis para que Deus os transformasse e transformasse o mundo através do compromisso deles. Quando eu afirmei que havia uma única resposta a essas questões (o amor de Deus manifesto em Cristo Jesus é fundamento que dá sentido à vida, que transforma a Igreja e o mundo e que deve ser critério para as nossas relações), disseram que eu seria chamado de revolucionário. Eu não temo ser revolucionário. Transformar o mundo é A questão do compromisso da Igreja. Se é que essa Igreja tem fundamento no amor de Deus e dá sentido à sua vida a partir disso. Isso é Revolução. Lutar pelo amor de Deus para que o mundo se transforme. Pregando, orando, ensinando, amando, lutando por justiça. Essa é a Revolução do Amor, a Koinonia. Esse é o motivo pelo qual Cristo morreu e porque nos salvou.

Comentários

  1. Será que a Koinonia que vc fala é isso, aonde vc fala de uma forma DESPREZÍVEL e VERGONHOSA sobre a sua família, e em especial a sua TIA? Veja um texto escrito por vc mesmo "De um lado, minha tia louca que não deixa em paz nem família nem igreja. Do outro, nós, família, que não temos condições de lidar com isso e deixamos que ela nos domine completamente. Mais no fundo, minha avó, carregando o peso dos 82 anos e das mágoas contra tudo e contra todos, em especial a filha maluca. A situação é sufocante" Reflita meu caro jornalista...

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