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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

"Caso você tenha se sentido ofendido o problema é seu", diz Patrícia Lelis ao presidente sobre formandos da UNI-RN

Até o fim desta noite, o vídeo compartilhado pelo perfil do presidente da República com a manifestação de dois formandos em direito da UNI-RN tinha 882 mil visualizações, mais de 8 mil comentários, 6 mil retuítes e 36 mil curtidas.
Seria impossível ler todos os comentários, mas muitos deles afirmavam que ao criticar uma faixa em que se lia que "Fascistas, Racistas, Machistas e Homofóbicos: não passarão!", o presidente passou recibo, ou seja, se assumiu como alvo da manifestação e fascista, racista, machista e homofóbico.
Destaquei três comentários.
A ex-atleta pernambucana Joanna Maranhão comparou o episódio com a fala do então candidato a presidente no Acre:


O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, questionou se o chefe do executivo "defende que as escolas formem machistas, fascistas e homofóbicos?"
O perfil Quebrando o Tabu fala da exposição que o presidente fez da figura dos jovens formandos. "Presidente, numa democracia as pessoas podem se manifestar livremente, talkei?

A jornalista Patrícia Lélis ficou nacionalmente conhecida pelas ameaças sofridas da parte de Eduardo Bolsonaro. O pastor Marco Feliciano responde criminalmente uma acusação de estupro contra ela.  "Minha conclusão: Estão de parabéns", disse ela.

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