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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Carnaval de Natal: De que lado mora o seu preconceito?

Ricardo Baya compôs Zona Norte Zona Sul, gravada por Khrystal. A canção, entre outras coisas, discute o nosso preconceito nesta cidade. Um muro que são duas pontes que separam a Zona Norte do restante da cidade.


Lembrei desta música quando li a programação de Carnaval divulgada pela prefeitura de Natal hoje.
Programação deste lado da ponte:


Programação do outro lado da ponte:

Nenhuma das grandes atrações nacionais está programada para o Polo Redinha. E, pior, na programação divulgada, enquanto o casting de grandes atrações está fechado, na Redinha só há previsão de dois shows.

Não tape o sol com a peneira
...
De que lado mora o seu preconceito?
Atravesse a ponte que eu vou lhe mostrar.

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