Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Cruzes

A Cruz era a execução de um sujeito subversivo que se levantou contra o poder de Roma, afirmando-se Messias, e contra o poder do Templo, assumindo o amor e a comunhão com os excluídos (prostitutas, publicanos, pecadores). A cruz aponta um Deus que se fez um de nós encarnando-se no mais excluído dos seres humanos, denunciando a opressão, a violência, a morte e o poder - fosse da religião, fosse das estruturas estatais. 
A Cruz fez do Deus cristão o mais abjeto dos seres.
Por isso, a Cruz foi bem representada na crucificação da transexual.
Qualquer um que fale diferente não entendeu o evangelho do reino de Deus anunciado por Jesus. 
Mas, curiosa confirmação das palavras, são os religiosos opressores e repressores que mais se sentiram atingidos. Porque na analogia da cena bíblica, esses são os que gritam "crucifica-o"!

Comentários

Postagens mais visitadas