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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

No palco de O Teatro Mágico, o amor se renovou e nos encantou a todos

Laíssa e Biba, no palco do Teatro Riachuelo
"A demanda do mundo é amar!". Foi com esse verso que Fernando Anitelli, líder de O Teatro Mágico, comentou o que aconteceu no show da banda ontem à noite, em Natal.  Foi uma das coisas mais lindas que presenciei!", disse no Twitter.
Do que falava Fernando?
Obra de Juliana Juaquina
Durante o show uma surpresa estava reservada a todos os que estavam no Teatro Riachuelo, em especial a Artemisa Andrade, a Biba, prima de Kênia.
Em um dos momentos do bis, Anitelli chamou ao palco Biba e sua companheira, Laíssa Marinho.  As duas entregariam a Fernando uma obra, gravura desenhada pela artista plástica Juliana Juaquina. O que Biba não sabia é que Laíssa articulara uma surpresa com Fernando e a trupe: um anel e um pedido de casamento.
Um dia, um momento, uma noite intensa a nos ensinar o valor do amor e o quanto a homofobia nos mata e faz mal:
O preconceito eleito
Esta foi a aliança que marcou o show. Ela foi
oferecida por Laissa a Artemisa.
A culpa imoral
A violência descabida
Orientação sexual
Falta de respeito
No púlpito, no pleito
Homofobia, quem diria!
Amplificada pela ma-fé!
...
Onde sobra intolerância, falta inteligência!

Alice, minha filha de 5 anos, ao ver a foto da prima e sua companheira, comentou:
"Você sabe e eu sei que homem e homem e mulher e mulher podem se casar. Todo mundo sabe menos meus amigos porque a gente ainda não estudou sobre isso".


Fernando lembrou a data de sábado, 23, quando a Irlanda tornou-se o primeiro país do mundo a aprovar no voto popular o casamento civil igualitário.
Foi um show lindo, brindado pela emoção.
E eu tenho orgulho e alegria imensa de haver contribuído para tanta riqueza, ternura, amor e querência.
Abaixo, um dos vídeos que registrou o momento mais emocionante que já presenciei em um show:




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