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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Sem Terra ocupam ruas e estradas em todo o Brasil

Da Assessoria de Imprensa do MST



Nesta quarta-feira (11), milhares de Sem Terra continuam realizando ações por todo o país.

Em Porto Alegre (RS), cerca de 4 mil camponeses da Via Campesina marcham pelas ruas da capital. A caminhada segue do Monumento do Laçador até o centro de Porto Alegre, onde à tarde estão previstas negociações com o governador do estado, José Ivo Sartori (PMDB) junto a várias secretarias estaduais.

A mobilização reivindica a realização da Reforma Agrária Popular, a garantia da soberania alimentar, o reconhecimento dos direitos dos atingidos por barragens e a criação de políticas públicas para a agricultura camponesa.

Na capital de Alagoas, em Maceió, outros 4 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra de todo o estado, organizados no MST, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), e Movimento Terra Trabalho E Liberdade (MTL), também estão em marcha.

Segundo os Sem Terra, a mobilização acontece para denunciar o agronegócio, fazer a defesa da Reforma Agrária e exigir condições de vida digna para quem vive no campo, na garantia dos direitos sociais e das infraestruturas produtivas negadas aos camponeses.

Acampados desde a tarde desta terça-feira (10) no prédio da Eletrobrás, os camponeses organizam suas fileiras para percorrerem a Avenida Fernandes Lima, principal avenida da cidade, em direção ao Centro de Maceió.

No Paraná, cerca de 38 organizações e movimentos sociais realizam o fechamento de rodovias estaduais e federais. Dentre as pautas, os trabalhadores exigem maior agilidade na realização da Reforma Agrária com o assentamento das 6 mil famílias acampadas.

Neste momento, no estado paranaense, estão fechadas as rodovias estaduais e federais de Mauá da Serra, Arapongas, Jataizinho, Mandaguari, Campo Mourão, Cascavel, Nova Laranjeiras, e Francisco Beltrão nos trevos de Ampére, Marmeleiro, Itapejara, e entre Dois Vizinhos e Verê.

Também nesta manhã, cerca de 500 famílias camponesas participaram da ação que interditou algumas das principais rodovias no Rio de Janeiro. O trecho na altura de Martins Lage da BR-356, que liga Campos dos Goytacazes à São João da Barra, no Norte Fluminense ficou fechado por cerca de 3 horas.

Na rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias, depois de fechada, militantes do MST entregaram produção agrícola para os motoristas que estavam na estrada. Agricultores também vão para a prefeitura de Macaé, município do estado do Rio de Janeiro, apresentar a pauta de reivindicação.

Em relação às terras, o MST exige a desapropriação de algumas áreas no estado do Rio. Muitas delas já foram declaradas improdutivas, e algumas famílias aguardam acampadas há 10 anos, como é o caso do acampamento Madre Cristina, em Campos.

Jornada

As ações se iniciaram com a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, e emendou com outra jornada unitária entre os movimentos sociais do campo.

Até o momento, mais de 25 mil Sem Terra participaram das ações em 21 estados brasileiros, com marchas, ocupações e trancamento de rodovias. As mobilizações aconteceram em RS, MA, PR, SP, RJ, MG, BA, DF, PB, GO, AL, SE, MT, TO, RN, CE, ES, PE, PI, PA e MS.

As ações denunciam o modelo do agronegócio no campo brasileiro e propõem a agroecologia como alternativa ao capital estrangeiro na agricultura.

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