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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

No 8 de março, a agressão sexista de Chico Caruso e O Globo

No Brasil, estatísticas mostram que a cada cinco minutos uma mulher é agredida.

É disso que se trata o Dia da Mulher: é um dia de luta contra a opressão e o sexismo. Nasceu da luta de trabalhadoras nova-iorquinas, mártires enquanto buscavam dignidade e direito.

Hoje, em 2015, o chargista Chico Caruso e o jornal O Globo demonstraram que entendem o que fez surgir o Dia da Mulher - e exploraram isso. Seu discurso é claro: as mulheres não têm o direito de falar, de lutar, por isso devem ser mortas ou silenciadas.
Nada melhor, para isso, do que pôr a Presidenta da República ajoelhada, com um homem segurando uma espada em seu pescoço a ponto de degolá-la.
Uma excelente mensagem para que Caruso e o Globo nos digam o que pensam não só de Dilma Rousseff, mas da mulher e sua luta celebrada hoje.

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