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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Não existem pediatras no Papi hoje: culpa do protesto?

Estive agora há pouco no Papi, um dos dois hospitais de urgência pediátrica em Natal (o outro é a Promater).

Fomos trocar os curativos da fratura/cirurgia de nossa filha. 

Na porta o aviso de que não haverá atendimento pediátrico hoje por falta de pediatras para cumprir a escala.

A pediatria é uma das especialidades médicas com menos profissionais. Mas fica a dúvida: será que os médicos do Papi trocaram o plantão pelo protesto?

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