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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Nos 35 anos do PT, a lembrança de Rubens Lemos

Os 35 anos do Partido dos Trabalhadores, celebrados hoje, servem de pano de fundo para que eu rememore meu pai, Rubens Lemos.
Ano passado, o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular lançou um DVD com vídeos e depoimentos de meu pai.
Minha homenagem ao PT é o compartilhar dos vídeos do DVD, mais uma vez, nesse espaço.

O primeiro vídeo trata-se de imagens relacionadas à campanha a governador em 1982, na qual meu pai foi o candidato do partido.  O segundo, um depoimento contundente sobre a ditadura e a anistia dados no evento no lançamento do Comitê em Defesa da Vida, em 1989, no auditório da OAB em Natal.  Os demais compõe um único depoimento gravado com meu pai por Roberto Monte no fim dos anos de 1980.
Todos os vídeos são, aliás, do acervo de Roberto.















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