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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Mídia blinda FHC e vazamentos miram PT

Da Agência PT

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A intenção anunciada na última semana pelo Partido dos Trabalhadores de ampliar as investigações da Operação Lava Jato, da Política Federal (PF), e os trabalhos que devem ser instaurados pela ainda incipiente Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que vai investigar denúncias de irregularidades na Petrobras no Congresso, encontram respaldo na história do Brasil.

Na última quarta-feira (11), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou cinco medidas judiciais que o partido tomou para esclarecer a forma como as investigações estão sendo conduzidas. Entre elas, a suspeita da ocorrência de vazamentos seletivos no conteúdo das delações premiadas e no direcionamento dos interrogatórios que, segundo ele, enviesam na tentativa de criminalizar o partido.

“Trata-se de uma tentativa de criminalização, uma coisa induzida, que vem sendo feita há muito tempo, com interesse de criminalizar o PT e os nossos dirigentes”, afirmou Falcão, a jornalistas.

Enquanto isso, a figura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é blindada pela mídia e pela oposição. Fato é que, mesmo com o nome citado pelo ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco Filho, em depoimento à Polícia Federal (PF) na semana passada, poucas explicações foram pedidas ao tucano ou aos responsáveis pelos contratos da empresa no período citado.

Barusco disse à PF ter conhecimento do esquema de pagamento de propina antes de 1997, transcorrido além de 2003. “Mas não há uma única pergunta direcionada ao período anterior à chegada do PT à presidência da República”, questionou Rui Falcão.

A história comprova que muito antes de deflagrada a Lava Jato, denúncias sobre esquemas fraudulentos na petrolífera despontavam, ainda que timidamente, na mídia.

Em 1996, o jornalista Paulo Francis, então apresentador do programa Manhattan Connection, denunciou o que seria o embrião do esquema de corrupção na Petrobras. “Roubam… superfaturamento…é a maior quadrilha que já existiu no Brasil”, declarou, ao vivo. A imprensa não deu repercussão ao assunto e Francis chegou a ser processado pela acusação.

Com isso, a turma do “quanto pior, melhor” ganha cada vez mais crédito com a construção do clima de terra arrasada em torno da Petrobras. A estratégia não é nova e foi citada pelo presidente do PT, no último dia 6 de fevereiro, em Belo Horizonte.

Para Rui Falcão, a maré de ataques, disfarçada de combate à corrupção, visa desestabilizar a Petrobras perante o mercado e a população, e não tem outra intenção senão a de “enfraquecer a empresa a fim de acabar com a política de conteúdo nacional e retirar da Petrobras a condição de operadora única do Pré Sal, e fazer regredir o regime de partilha em regime de concessão”.

Vale lembrar que na gestão do tucano FHC, de 1995 a 2002, a Petrobrás sofreu a mesma onda de ataques e especulações. Na época, se queria incentivar a privatização da estatal. A política de desestímulo causou um prejuízo de US$ 50 bilhões à empresa.

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