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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tim Maia: Após polêmica sobre adulteração da cinebiografia, Globo retira série da Internet

Roberto Carlos fala sobre Tim Maia em minissérie
da Globo; material foi retirado do ar na internet

No Notícias da TV

O primeiro capítulo da minissérie Tim Maia - Vale o que Vier, que troca cenas de desprezo de Roberto Carlos ao ex-colega em início de carreira por depoimentos positivos, que mostram o "Rei" como herói, está fora do ar no site da Globo. Desde sábado (3), quem acessa a página da emissora e procura o material, exibido na última quinta-feira (1°), se depara com a seguinte frase: "Conteúdo não disponível". O segundo episódio da produção, que foi ao ar na sexta (2), ainda não foi para a internet. A Globo diz que retirou o vídeo porque era apenas uma "ação promocional".

A primeira parte de Tim Maia - Vale o que Vier havia sido publicada no site da Globo imediatamente após a exibição na TV, na madrugada de sexta-feira. Ficou o dia inteiro na internet e teve 1.406 acessos. No sábado, após o Notícias da TV revelar que a edição da minissérie, a partir do filme Tim Maia (2014), tinha omitido a humilhação de Roberto Carlos, o vídeo já estava fora do ar.

Procurada, a Globo respondeu que o vídeo foi retirado porque era uma ação promocional e não ficaria permanentemente no ar: "O primeiro episódio foi disponibilizado no site como ação promocional para que quem não assistiu ao primeiro episódio pudesse assistir antes de ver o segundo. E antes da exibição do segundo, na sexta-feira, foi retirado do ar".

Roberto Carlos: de vilão a herói
Uma sequência do filme em que Roberto despreza e humilha Tim Maia, entregando-lhe botas usadas e dinheiro amassado, foi trocada na minissérie por depoimentos de Nelson Motta, autor da biografia que originou o longa, e do próprio cantor. Na versão exibida pela Globo, o jornalista contradiz seu próprio livro e afirma que Roberto fez o que pôde para ajudar Tim. Já Roberto conta que indicou o futuro soulman brasileiro a uma gravadora.

"O Roberto (...) sabia o valor que o Tim tinha como cantor e compositor, tanto que levou o Tim para a Jovem Guarda. O Roberto fez o que pôde", afirmou Nelson Motta na Globo.

"'Tim, vou te apresentar à CBS. Vou arrumar para você gravar lá. Fique tranquilo'. E a Nice [Cleonice Rossi, primeira mulher de Roberto Carlos] virou e disse assim: 'Ajuda ele'. E ele sempre achou na vida dele que eu tinha feito isso porque a Nice tinha feito esse pedido e não foi, foi uma iniciativa realmente minha", disse Roberto Carlos na minissérie.

A Globo afirma que a minissérie não é uma reexibição do filme: "Qualquer obra audiovisual segue critérios artísticos. O episódio mostrou Tim tentando sem sucesso falar com Roberto Carlos ao voltar dos Estados Unidos, em situações diferentes. O contexto foi mais detalhado nas entrevistas de Erasmo Carlos, Nelson Motta, Fábio e do próprio Roberto".

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