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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A lenda de Luiz Gonzaga de volta à Natal neste sábado

Na primeira montagem de "Gonzagão, a lenda", de João Falcão, em 2012, a estrela feminina era Laila Garin.  O espetáculo, uma odisseia musical na obra de Luiz Gonzaga, pernambucano como o diretor, foi construído no centenário do Rei do Baião.
Laila foi, então, escolhida para fazer "Elis, a musical", com texto de Nelson Motta. Aliás, vi esse espetáculo ano passado no Rio de Janeiro - lindo e emocionante, como "Gonzagão".  Quando vi "Gonzagão" pela primeira vez, em Fortaleza, ano passado, em seu lugar estava a baiana Larissa Luz.  Linda e doce em seu papel de uma única personagem feminina em um trupe que roda o nordeste contando, em um futuro desconhecido, a lenda de Luiz Gonzaga.
As músicas do Rei do Baião contam nosso coração, nossa vida e nossa história nordestina. Às vezes delicadeza, às vezes rispidez, às vezes doçura, às vezes denúncia.
Tudo isso permeia "Gonzagão, a lenda".
É uma experiência única. Musical, cultural e espiritual.
No próximo sábado (24), no largo da praça Augusto Severo (Teatro Alberto Maranhão) na Ribeira, o espetáculo voltará a Natal - desta vez ao ar livre e de graça.  Às 20h.


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