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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Nota da Sociedade Brasileira de Química em Repúdio a Matéria Publicada pela Revista Veja

A revista Veja publicou, em sua edição de 06/12/2014, uma matéria em que critica as revistas “open access” e os cientistas que nelas publicam. Classificar as revistas “open access” como de baixa qualidade é uma grande falácia. Nas áreas biológicas, as revistas de acesso livre, por exemplo, vêm ocupando posição relevante e alcançando impacto elevado. Há exemplos de editoras de periódicos na área da química, de altíssima qualidade, que possibilitam aos autores pagarem para permitir que qualquer pessoa tenha acesso irrestrito aos seus artigos através da web. O que ocorre é que o "open access" ameaça o mercado das “grandes editoras”, não apenas das “grandes editoras científicas”, algumas das quais são apenas braços de grandes empresas jornalísticas. Não se pode desconhecer que o valor de um artigo científico reside mais no seu conteúdo, do que no veículo de sua divulgação. Por tudo isso é lamentável a exposição leviana de pesquisadores brasileiros que gozam de alto conceito ético e científico no país e no exterior, mas que, certamente, por motivações políticas ou de qualquer outra ordem, têm seus nomes expostos ao grande público como cientistas de questionável honestidade, quando deveriam ser exaltados por tudo que fizeram pela ciência brasileira. A Sociedade Brasileira de Química, através de sua Diretoria, Conselho e Editorias condena a publicação irresponsável desta matéria da Revista Veja.


Sociedade Brasileira de Química

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