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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Nota da Sociedade Brasileira de Química em Repúdio a Matéria Publicada pela Revista Veja

A revista Veja publicou, em sua edição de 06/12/2014, uma matéria em que critica as revistas “open access” e os cientistas que nelas publicam. Classificar as revistas “open access” como de baixa qualidade é uma grande falácia. Nas áreas biológicas, as revistas de acesso livre, por exemplo, vêm ocupando posição relevante e alcançando impacto elevado. Há exemplos de editoras de periódicos na área da química, de altíssima qualidade, que possibilitam aos autores pagarem para permitir que qualquer pessoa tenha acesso irrestrito aos seus artigos através da web. O que ocorre é que o "open access" ameaça o mercado das “grandes editoras”, não apenas das “grandes editoras científicas”, algumas das quais são apenas braços de grandes empresas jornalísticas. Não se pode desconhecer que o valor de um artigo científico reside mais no seu conteúdo, do que no veículo de sua divulgação. Por tudo isso é lamentável a exposição leviana de pesquisadores brasileiros que gozam de alto conceito ético e científico no país e no exterior, mas que, certamente, por motivações políticas ou de qualquer outra ordem, têm seus nomes expostos ao grande público como cientistas de questionável honestidade, quando deveriam ser exaltados por tudo que fizeram pela ciência brasileira. A Sociedade Brasileira de Química, através de sua Diretoria, Conselho e Editorias condena a publicação irresponsável desta matéria da Revista Veja.


Sociedade Brasileira de Química

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