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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Marta Suplicy quer sair do PT pela porta dos fundos





A senadora Marta Suplicy (PT-SP) foi às redes sociais comentar a escolha de Juca Ferreira como ministro da Cultura para o segundo governo Dilma Rousseff. Ex-ministra que protagonizou uma saia justa ao pedir demissão do cargo, Marta perdeu a elegância.  Mais que isso: apontou que sua saída do Partido dos Trabalhadores se dará pela porta dos fundos.
A senadora partiu para golpes abaixo da linha da cintura - não apenas contra Juca, elogiado ministro da pasta em parte do segundo mandato de Lula. Alexandre Padilha, candidato derrotado ao governo de São Paulo este ano, também foi grosseiramente atacado pela ex-ministra. "Nada mais sintomático do que Alexandre Padilha, aquele que foi rejeitado pelo povo paulista, nas últimas eleições, para anunciar Juca Ferreira no Ministério da Cultura", disse Marta.
Noto que Marta, de ataques tão grosseiros, esteve em São Paulo, na última semana da campanha, pedindo votos para Dilma em evento da cultura no TUCA. Juca e Padilha também estavam lá.
Sobre Marta, forma deselegante para uma membro fiel da elegante elite paulistana para se desligar do partido, dos trabalhadores, em que sempre militou. Move-a o desejo de disputar a prefeitura de São Paulo contra Haddad, apostando, no que fica evidente, no antipetismo paulista.
Sobre Juca, sinto que Marta ser equivoca. Conversava semana com um realizador do teatro. Ele reclamava que não havia interlocução no ministério da cultura no governo de Dilma. Ao contrário dos tempos de Gilberto Gil e Juca Ferreira nos governos Lula. A volta de Juca parece ser um sinal alvissareiro.

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