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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Lemann nega apoio ao impeachment de Dilma


O homem mais rico do Brasil, dono de uma fortuna de US$ 21 bilhões, estaria por trás de uma nova onda de protestos no País? A acusação contra Jorge Paulo Lemann, assim como a seus sócios Beto Sicupira e Marcel Telles, donos da Ambev e do Burger King, foi publicada neste fim de semana na internet e se alastrou pelas redes sociais.

O motivo é o registro oficial do site vemprarua.org.br, que convoca as manifestações deste sábado, com apoio de políticos da oposição como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador tucano José Serra, eleito para o Senado.

No site Registro.br, pode-se constatar que o registro do vemprarua.org.br foi feito pela Fundação Estudar, que pertence ao trio de bilionários. O responsável pelo cadastro do domínio é Fábio Tran, que vem a ser diretor-executivo da Fundação Estudar (confira aqui).

Ao 247, Lemann fez questão de negar o envolvimento dele, de seus sócios e da própria fundação com qualquer iniciativa de caráter político. "Novidade total para mim", disse ele. "Eu não me meto em politica e a Fundação Estudar também tem que ser totalmente apolítica", afirmou o empresário.

Lemann prometeu ainda apuração rigorosa sobre o caso. "Estou perguntando ao comitê executivo e ao Presidente do Conselho da Fundação, Marcelo Barbosa, o que se passa. Suspeito que eles não saibam de nada." O dono da Ambev, no entanto, afirmou que "o Fabio Tran realmente existe na Fundação."

Criada por Lemann, Sicupira e Telles, a fundação destina-se a atividades educacionais, como a promoção de bolsas de estudo. "Fundada em 1991 por 3 dos mais importantes empreendedores do mundo, Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, a Fundação Estudar é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo potencializar jovens talentos para que possam agir grande e transformar o Brasil", diz o texto do site.

Atento aos danos de imagem que a associação a um movimento de caráter golpista poderia causar a seus negócios, Lemann reagiu com rapidez e transparência. Retornou aos questionamentos do 247 em menos de duas horas. Até porque o silêncio poderia torná-lo cúmplice de um movimento criado para desestabilizar um governo legitimamente eleito – ou melhor, reeleito, há pouco mais de um mês.

Neste sábado, a página de um dos partidos da base aliada, o PC do B, acusou Lemann, Telles e Sicupira de estarem fomentando um movimento golpista (leia mais aqui).

O mais provável, no entanto, é que Fábio Tran, que convocou as ruas neste sábado, seja sumariamente afastado da Fundação Estudar. Em vez de conseguir o impeachment de Dilma, será ele o primeiro a cair.

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