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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

De luto, jornalistas potiguares lutam por salário digno

Ontem foi um dia que me orgulhei dos jornalistas potiguares. Jornalistas potiguares sempre foram, ao longo da história, reconhecidos pela sua luta - nessa hora, é inevitável lembrar de gente como meu pai, Rubens Lemos.
No entanto, essa luta nem sempre se voltava aos seus próprios interesses. Exemplo disso: são 1,2 mil jornalistas profissionais no RN mas eu já participei de assembleia do sindicato com oito colegas.
Não deve ser a toa, portanto, que o RN tem o pior piso salarial do país, com R$ 1228,80. 
Por isso mesmo o dia de ontem, de luta da categoria, foi marcante. Tudo tem limite e a espoliação da categoria pelos patrões, que ofereceram 6% de reajuste, parece ter chegado ao limite.
O protesto, destaque no UOL (http://noticiasdatv.uol.com.br/mobile/noticia/televisao/jornalistas-protestam-e-aparecem-na-tv-de-luto-contra-baixos-salarios-5858) alcançou os principais veículos do estado, inclusive as tevês. 
Os jornalistas pedem um piso de R$ 2.172,00, auxílio-alimentação, auxílio-creche, vale-cultura (de R$ 50 e subsidiado pelo governo federal), plano de cargos, carreira e salários e ampliação da licença maternidade de 4 para 6 meses. Uma pauta, aliás, bastante razoável. Admiro-me, inclusive, que em 2014 ainda seja necessário lutar para que direitos básicos como esses sejam garantidos.
A categoria está em estado de paralisação.  Hoje, uma nova assembleia na sede do Sindjorn está marcada e uma greve não está descartada.
"Os patrões simplesmente não aceitaram nem negociar nenhumas dessas cláusulas e absurdamente ainda apresentaram a proposta de reajuste de apenas 6% (menor que a inflação). Vejam bem, 6%, é simplesmente uma VERGONHA para nós que já temos a VERGONHA maior de recebermos o pior salário do Brasil", disse Breno Perruci, presidente do Sindjorn.




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