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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

De luto, jornalistas potiguares lutam por salário digno

Ontem foi um dia que me orgulhei dos jornalistas potiguares. Jornalistas potiguares sempre foram, ao longo da história, reconhecidos pela sua luta - nessa hora, é inevitável lembrar de gente como meu pai, Rubens Lemos.
No entanto, essa luta nem sempre se voltava aos seus próprios interesses. Exemplo disso: são 1,2 mil jornalistas profissionais no RN mas eu já participei de assembleia do sindicato com oito colegas.
Não deve ser a toa, portanto, que o RN tem o pior piso salarial do país, com R$ 1228,80. 
Por isso mesmo o dia de ontem, de luta da categoria, foi marcante. Tudo tem limite e a espoliação da categoria pelos patrões, que ofereceram 6% de reajuste, parece ter chegado ao limite.
O protesto, destaque no UOL (http://noticiasdatv.uol.com.br/mobile/noticia/televisao/jornalistas-protestam-e-aparecem-na-tv-de-luto-contra-baixos-salarios-5858) alcançou os principais veículos do estado, inclusive as tevês. 
Os jornalistas pedem um piso de R$ 2.172,00, auxílio-alimentação, auxílio-creche, vale-cultura (de R$ 50 e subsidiado pelo governo federal), plano de cargos, carreira e salários e ampliação da licença maternidade de 4 para 6 meses. Uma pauta, aliás, bastante razoável. Admiro-me, inclusive, que em 2014 ainda seja necessário lutar para que direitos básicos como esses sejam garantidos.
A categoria está em estado de paralisação.  Hoje, uma nova assembleia na sede do Sindjorn está marcada e uma greve não está descartada.
"Os patrões simplesmente não aceitaram nem negociar nenhumas dessas cláusulas e absurdamente ainda apresentaram a proposta de reajuste de apenas 6% (menor que a inflação). Vejam bem, 6%, é simplesmente uma VERGONHA para nós que já temos a VERGONHA maior de recebermos o pior salário do Brasil", disse Breno Perruci, presidente do Sindjorn.




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