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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estadão quer vincular Lula às denúncias da Petrobras por foto com Bush

Vi há pouco um texto do Estadão sobre o suposto envolvimento de uma agência de publicidade no esquema desvendado pela Operação Lava Jato na Petrobras. O texto está no link do blog de Fausto Macedo (http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/e-mails-reforcam-suspeita-de-propina-do-esquema-petrobras-para-agencia-de-propaganda/).
Há coisas esquisitas realmente, como um publicitário alegar que prestou serviço sem contrato para a empresa.
Interessante ver ressurgir o nome de Geovane de Morais, então gerente de Comunicação do Abastecimento, cujo diretor era Paulo Roberto Costa. Geovane foi personagem na CPI de 2009 e terminou demitido por justa causa pa empresa.
Mas o cerne da "denúncia" é ridículo. 
O texto quer mostrar que a investigação sobre a agência de publicidade reforçou as suspeitas de vínculos de Lula com o esquema. Para isso, usa uma troca de emails ocorrida entre 2006 e 2007 acerca da possibilidade de a Petrobras aportar como patrocinadora na Fórmula Indy.  E o email que mostra esta vinculação é o que segue, com destaque feito pela reportagem do Estadão:

No trecho destacado, o gerente Silas Oliva pergunta quanto valeria, do ponto de vista da imagem, uma foto com o presidente Lula e o presidente Bush usando capacetes da Petrobras. 
Esse é o vínculo. Inacreditavelmente ridículo. 
Se você não acredita em mim, sugiro que entre no Post de Fausto Macedo e, primeiro, acesse e leia a troca de emails entregue à Polícia Federal pelo publicitário investigado. Só então leia a matéria e veja como as conclusões, que não sei se foram feitas pelos jornalistas ou pelos delegados, são frágeis.
Em tempo: o email é de abril de 2007. Em julho, a foto foi feita: 

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