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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Rubens Lemos e a alegria que venceu o jogo

Na festa da vitória de Fátima Bezerra, um abraço carinhoso da senadora eleita. "Essa vitória é em memória de Rubens Lemos e todos que semearam essa semente", me disse e me emocionou.
Se já me emocionava ver a vitória de Fatima, nossa primeira senadora que saiu das lutas sociais do povo para representar o RN no Congresso - depois de ter sido considerada a terceira parlamentar mais atuante da Câmara Federal -, imagine a minha emoção de ter a memória do meu pai reverenciada por ela nesse momento.

[Quem diria, quando Fátima foi derrotada por Wilma para a prefeitura de Natal em 1996, por exemplo, que hoje, 18 anos depois, desbancaria a mesma adversária na corrida para o Senado?]
A memória do meu pai é, lamentavelmente, um campo de disputa. O PT potiguar hoje resgatou e resguardou algo de precioso dessa história. A partir de 2015, quando Fatima estiver no Senado nos representando, verei nela a vida, o sangue, a luta e a estrela no peito do meu pai Rubens Lemos.
"Viva Rubens Lemos"
Viva Fátima. A alegria venceu o jogo.

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