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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#PeriferiaComDilma foi o ato político mais emocionante que já participei na vida

Ontem fui à São Paulo. 
Ainda estou esgotado fisicamente pela viagem.   
Estive em Itaquera, Zona Leste, no ato #PeriferiaComDilma.
Nem se eu quisesse conseguiria citar a totalidade de artistas e líderes comunitários ligados à periferia que estiveram no ato: Emicida, Negra Li, Sérgio Vaz, rappers, skatistas, torcidas organizadas.  Muitos depoimentos tocantes.
O poeta Sérgio Vaz afirmou que precisa "do bolsa família, do Prouni. Porque eu sempre vou precisar enquanto um brasileiro tiver fome".
"Lute para construir um Brasil que faça justiça a essa diversidade", disse Emicida
A moça que, via Prouni, está fazendo medicina. Negra, ela vestia sua roupa de médico e um lindo turbante na cabeça.
A menina que emocionou a todos ao dizer que entrou na Universidade via cotas e que, agora, estava indo para o Ciências Sem Fronteira, em 2015, nos Estados Unidos.
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) fez um discurso emocionado relembrando sua militância nos direitos humanos e na garantia de direitos às minorias.  "O governo sempre recebe pressão de conservadores e progressistas", disse, ao lembrar seu papel como parlamentar da oposição. "Mas o governo do PT é aberto ao diálogo", destacou.
Foto com Jean Wyllys antes do evento
Jean disse votar em Dilma por reconhecer os avanços que o governo petista alcançou e o atraso que representaria a volta dos tucanos ao poder. "Quando entrei na Faculdade de Comunicação da UFBA, nos anos 90, só havia uma pessoa que pegava ônibus: era eu - e não havia negros", disse o deputado.  "Voltei lá para uma palestra há algum tempo e a geografia humana mudou bastante", concluiu.
Em sua fala, Emicida lembrou que nos "anos 90 o jovem preto não podia sonhar com a faculdade".  E conclamou a moçada: "Lute para construir um Brasil que faça justiça a essa diversidade", apontando para a platéia.
Negra Li lembrou que é PT porque sabe o que é ser preta e pobre
Já Negra Li destacou que é PT porque sabe o que é ser preta, pobre e da periferia.  Disse que sua mãe é servidora pública aposentada e que experimentou na pele o que foram os anos de governo tucano.
O crítico de cinema Pablo Villaça falou em nome dos #ComunicadoresComDilma e enfatizou a necessidade de o país realizar sua Reforma Política e a regulação econômica da mídia.
Pablo Villaça defendeu a regulação econômica da mídia
O evento foi conduzido pelo rapper brasiliense Gog.  "A folha de maconha para nós é problema, mas a Folha de São Paulo é pior", disse Gog para o constrangimento dos repórteres da Folha presentes ao ato.  "Eles querem calar a voz dos jovens".
A grosseria de Aécio Neves ao chamar Dilma de leviana e mentirosa diversas vezes nos debates foi lembrada várias vezes.
Em seu discurso, Lula lembrou do papel da imprensa, notadamente a Globo, na tentativa de interferir no processo eleitoral.  Pediu também como presente de aniversário a Dilma e ao público (Lula faz aniversário na segunda, 27) a reeleição da presidenta.  "Eles não gostam quando a gente fala, mas agora 'é nóis contra eles'! 'É nóis contra eles!''É nóis contra eles!'".

Dilma falou em seguida, logo após dançar com Gog ao som de "Coração Valente".  Sua fala foi recheada de dados de comparação com as políticas tucanas. Ao fim, defendeu o fim dos autos de infração que provocam um genocídio da população negra e pobre do país, o enfrentamento da violência contra a mulher e a criminalização da homofobia.  "Vamos vencer a guerra do bem, a guerra contra o ódio, a guerra pela paz", concluiu a presidenta.
Foi um dos momentos políticos mais emocionantes de minha vida o ato desta segunda em Itaquera. Chorei algumas muitas vezes com a força da periferia. A energia do povo no ar é contagiante.
Foi um ato de fazer o coração crer que está certo quando afirma que a luta à esquerda vale a pena. Sempre.

#ComunicadoresComDilma entregaram manifesto em defesa da candidatura 









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