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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pablo Villaça: o ódio antipetista e a democracia

O crítico de cinema mineiro Pablo Villaça estava numa sessão de um festival de cinema em São Paulo quando foi abordado por alguém que julgava ser um leitor. Não era. Era alguém disposto a ofendê-lo por sua manifestação pública de voto em Dilma Rousseff.
Pablo resolveu gravar o vídeo abaixo para falar de um tema que tem mobilizado afetos nesta eleição: o ódio antipetista.
Vale a pena assistir:


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