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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O voto crítico em Dilma de Marcelo Freixo

Por Marcelo Freixo
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Tenho profundas críticas aos governos do PT e, especificamente, à administração Dilma Rousseff. Apesar disso, acredito que a volta do PSDB à Presidência da República será um enorme retrocesso ao país.
Um governo tucano representa o retorno de uma elite conservadora e de uma política econômica prejudicial aos trabalhadores e à população mais pobre. As gestões do PSDB sucatearam as universidades públicas, desmantelaram o Estado, deixaram o funcionalismo sem reajustes, arrocharam salários e provocaram desemprego em massa.
A vitória de Aécio significa o triunfo de um projeto elitista, a criminalização dos movimentos sociais, a redução da maioridade penal, a privatização do sistema penitenciário e o retrocesso da política internacional. A promoção da justiça social nunca foi e nunca será uma prioridade tucana.
Diante deste cenário e do avanço de políticos conservadores no Congresso Nacional, eu não poderia ficar indiferente. Votarei, de forma crítica, em Dilma para impedir o retorno de um projeto conservador com o qual não tenho qualquer identificação.
Eu e o PSOL continuaremos fazendo oposição de esquerda ao governo federal, pressionando para que a reforma agrária, a reforma política, a democratização dos meios de comunicação, a desmilitarização da PM, a descriminalização das drogas e a defesa dos direitos LGBT sejam pautados.

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