Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O que o #DesesperodaVeja diz para nós

O que fez, ou tentar fazer a Veja, serve para nos despertar: a campanha se encerra somente no domingo, quando a última urna for apurada. A vitória não é garantida sem que nenhum dos 140 milhões de votos seja depositado nas urnas eletrônicas do Amapá ao Rio Grande do Sul, do Acre ao Rio Grande do Norte. E, caso obtenhamos a vitória da presidenta Dilma Rousseff nas urnas não terá sido apenas a vitória da mais bela campanha de que se tem notícia no país - será a vitória do povo contra as forças conservadores anti-povo. Será a nossa vitória.

A Veja também nos impõe outra condição - ao povo na rua e à presidência Dilma no poder: não podemos deixar as ruas. Não podemos parar de pressionar esse congresso conservador que foi eleito para que se possa avançar nos compromissos com a Reforma Política (conforme pediram as mais de 7 milhões de pessoas que participaram do Plebiscito Popular), com um pacto federativo que permita à União partilhar maiores responsabilidades com a segurança pública, com a criminalização da homofobia, com o fim dos autos de resistência (por trás de todo genocídio da população jovem e negra do país) e com a democratização da mídia a partir de sua regulação econômica conforme previsto (e nunca regulamentado) no texto constitucional de 1988.

Ou seja: mais que nunca, vencer uma eleição é apenas vencer uma batalha por mais democracia, mais povo, mais mudanças, mais avanço, mais justiça, mais direitos, mais povo, mais povo, mais povo, mais amor e menos ódio.

Comentários

Postagens mais visitadas