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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

O Globo e a demissão de Paulo Roberto Costa

Por Luís Nassif
No Jornal GGN

Cada leitor tem o jornal que merece. E cada jornal tem o leitor que merece.

Se acredito que meus leitores são inteligentes, vou tratá-los com inteligência.

Mas aparentemente O Globo abriu mão de qualquer veleidade em relação à inteligência de seus leitores.

Sua "denúncia" de hoje é a de que, ao contrário do que Dilma afirmou, Paulo Roberto Costa não foi demitido das Petrobras, mas se demitiu.


Qualquer setorista que acompanha a Petrobras sabe que o primeiro ato de Graça Foster, ao assumir sa presidência, foi a não recondução de Costa ao seu cargo. A não recondução equivale à demissão. Mas a saída precisa ser formalizada no Conselho.

A maneira usual de qualquer S/A proceder formalmente é "aceitar" o pedido de demissão do diretor demitido.

A demissão sumária só acontece quando o diretor é flagrado em falta grave - o que ainda não ocorrera com Costa na época em que saiu. Caso contrário, além de levantar uma baita fumaça na mídia, ainda sujeitaria a empresa a ações de danos de imagem por parte do demitido.

A falta de rigor com que a chamada grande imprensa trata os fatos a mantém a uma distância estelar de seus congêneres de países desenvolvidos.

de O Globo

Dilma afirma que demitiu ex-diretor da Petrobras, mas ata diz que Costa renunciou

Documentos desmentem versão da presidente de que foi ela quem exonerou ex-funcionário da estatal

por Maria Lima e Eduardo Bresciani

Por Luís Nassif


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