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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Mais uma jornalista não-alinhada com o discurso anti-petista é afastada da mídia

No Brasil 247

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/157068/Disputa-eleitoral-provoca-nova-baixa-na-imprensa.htm

A disputa eleitoral causa mais uma baixa uma baixa nas redações, depois da saída do jornalista Xico Sá da Folha de S. Paulo (leia aqui), após ser proibido de declarar voto em Dilma Rousseff em sua própria coluna na publicação da família Frias.

Agora, o jornal O Globo, da família Marinho, decidiu licenciar por três meses a editora de País Fernanda da Escóssia, responsável pela cobertura eleitoral. Considerou-se na cúpula do veículo que, com ela como editora, o jornal não vinha produzindo uma cobertura tão "hardy", anti-Dilma e anti-PT, como a desejada pelos donos.

No lugar dela entra o bem-alinhado com a casa Luis Antonio Novais, o Mineiro. Fernanda vinha  tendo conflitos diários com a editora executiva Silvia Fonseca, vigilante editorial do diretor Ascânio Seleme.  No fechamento de sexta-feira, ela teve uma briga feia com Silvia e o 'aquário' do jornal – onde ficam os chefes - por conta de divergências na cobertura da disputa Dilma-Aécio Neves no segundo turno.

Após um bate-boca que durou cerca de uma hora, foi decidido que Fernanda ficará de licença por três meses. O jornal não diz, porém, se ela não voltará para a editoria ou mesmo para a empresa, onde quem cai em desgraça não tem perdão.

Mineiro era editor-executivo desde a gestão do falecido diretor-geral Rodolfo Fernandes. Preterido na sucessão, há poucos meses foi deslocado para outra função por Ascânio e substituído por Silvia, que era editora de País. Esta, por sua vez, foi substituída pela adjunta Fernanda da Escóssia, agora defenestrada. Mineiro, alinhado com o comando, foi agora acionado para assumir a coordenação da cobertura eleitoral, imprimindo-lhe um tom ainda mais pró-PSDB na reta final do segundo turno.

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