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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Jornalistas internacionais criticam reportagem mentirosa da Veja


As ações golpistas da Revista Veja já são destaque na imprensa internacional. O jornalista Alex Cuadros, que já trabalhou para a Bloomberg, publicou em seu Twitter uma mensagem dizendo: “Acabei de ler a história da Veja alegando que Lula e Dilma sabiam do esquema da Petrobras. Não cita nenhuma evidência, e a testemunha em delação premiada não diz como sabe disso”. Em resposta, o também jornalista Jon Lee Anderson, da Revista New Yorker, disse: “Isso é clássico da Veja, que publica calúnias e opiniões como se fossem fatos. Uma revista tóxica com uma linha editorial que passa bem longe do jornalismo”.

Jon Lee já teve problemas com a revista Veja, anteriormente. Ele é o autor do livro “Che Guevara, uma biografia”, duramente criticado pela Veja, em 2007. Em resposta ao jornalista Diogo Schelp, que escreveu o artigo, na época, Lee escreveu: “O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo imparcial, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, pelos meus critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade”.

A parcialidade da Veja e seu descompromisso com o jornalismo de qualidade já é velho conhecido nosso e, agora, também chama a atenção da imprensa internacional. Quem acusa tem que provar, ainda mais quando isso é feito a poucos dias da decisão das eleições presidenciais. O que a Veja fez nesta semana é descabido e criminoso. E a publicação já começa a responder por seus atos na Justiça.

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