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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dinheiro de Paulo Roberto Costa abasteceu também o PSDB em R$ 10 milhões

Trabalhei por seis anos na Petrobras e já disse mais de uma vez que Paulo Roberto Costa tinha fama na empresa de arrecadar dinheiro para o PMDB.
Já disse também mais de uma vez que um esquema tão amplo e com tantos interesses envolvidos, no qual foram citados pelo menos 66 parlamentares, não dizia respeito somente a partidos do governo. Para mim era evidente que o conteúdo vazado das delações era seletivo e visava proteger a oposição. 
Primeiro, na oposição apareceram nomes do PSB.
Na quarta-feira da semana passada a imprensa informou que um boato derrubou a bolsa. Dizia que alguém próximo ao tucano Aécio Neves também tinha recebido grana de Paulo Roberto Costa.
Uma semana depois, o nome surge.
O então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, teria recebido propina por meio de Costa [por parte das empreiteiras com negócios com a Petrobras, diga-se de passagem] para que o PSDB tirasse o pé e esvaziasse a CPI da Petrobras em 2009.
O presidente do PSDB, falecido no começo do ano, não recebeu o dinheiro para que só ele esvaziasse a CPI. Ele recebeu para que o partido aliviasse.   As empreiteiras estavam preocupadas com o quanto poderiam perder a partir da investigação.
Podemos, pois, deduzir que o dinheiro não foi para ele, mas para o partido.  Foram R$ 10 milhões pagos pela Queiroz Galvão para que o PSDB esvaziasse a CPI.
Ironicamente, o programa de Aécio desta noite foi para cima do assunto Paulo Roberto Costa e Petrobras. Quando foi fechado Aecio não sabia que seria um tiro no pé: o programa agora também era contra ele e o PSDB, também irrigado com o Caixa de Costa.
Fui testemunha de uma história semelhante a essa nos meus dias de Petrobras. Vi um político tentando chantagear gestores da companhia para que fosse liberado dinheiro para sua campanha em 2010. Os chantageados, íntegros, não cederam.
Veja abaixo o texto do UOL e do Estadão acerca da propina de Paulo Roberto Costa para o PSDB:

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