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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dilma botou o bafômetro na cara de Aécio no debate do SBT

Por Renato Rovai

bafômetro

O debate do SBT não foi tão folgado para a presidenta quanto o da TV Bandeirantes. Aécio estava mais preparado para os questionamentos, mas mesmo assim não teve como escapar da questão dos motivos que o levaram a não assoprar o bafômetro quando foi pego provavelmente embriagado no carro da Rádio Arco Iris e com a carteira de habilitação vencida.

Aécio tentou dizer que cometeu um erro e se arrependeu. Como se tivesse feito isso quando era adolescente. Mas na verdade isso foi ontem. E ele não assoprou porque sabia que havia cometido um crime ao dirigir bêbado.

A tática de Aécio para combater os questionamentos contra ele são a de jogar para uma campanha difamatória os questionamentos.

Aécio também não respondeu as perguntas sobre nepotismo. Ele empregou diversos parentes no seu governo, mas preferiu falar de sua irmã como se fosse uma madre Tereza de Calcutá que atendia pobres no estado. Até os paralelepípedos das calçadas de BH sabem qual era o papel de Andréa Neves no governo dele. Andréa controlava com mãos de ferro as verbas publicitárias. E é acusada por várias pessoas da imprensa de ligar para editores pedindo a cabeça de jornalistas.

Esse debate não deve mudar muito a situação da disputa, mas ela aumentará o fogo nas redes sociais. Essa campanha que já está altamente quente tende a virar um inferno.

Os dois próximos debates, na Record e na Globo, passam a ser ainda mais decisivos. Ao que parece, serão os debates que decidirão o novo presidente da República.

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