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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Em queda nas pesquisas, Henrique Alves (PMDB) estaria espionando adversários

O sociólogo Daniel Menezes foi ao Facebook há pouco para uma grave denúncia: aquele que se pretende dono do RN teria contratado para perseguir não apenas Daniel, dono do Instituto Seta, como também lideranças da coligação de Robinson e outros donos de institutos.  Outras fontes do blog confirmam que seria Henrique Alves (PMDB) quem estaria pagando a espionagem.
Segundo Menezes, ele foi "avisado que aquele que se pretende dono do RN contratou detetives e colocou na cola de um monte de gente que participa da campanha, inclusive, na minha por conta do Instituto de Pesquisa".   Quem o avisou, recomendou cuidado.



Parece uma tentativa, não apenas de intimidação, mas, principalmente, de pôr em descrédito os números que não são mais favoráveis ao presidente da Câmara, desacreditando campanha adversária e institutos de pesquisa.
A própria coordenação de campanha de Robinson Faria (PSD) teria descoberto a trama - ou teria sido informada a respeito.  Henrique teria contratado a maior parte dos detetives particulares do estado e posto na cola dos adversários e dos institutos de pesquisa que não estão com ele.
A denúncia surge no momento em que um único instituto de pesquisas eleitorais ainda não publicou o degelo das candidaturas de Henrique e Vilma de Faria (PSB).  O Item, em pesquisa divulgada ontem pelo blog de Heitor Gregório, ainda mostrou Vilma liderando e Henrique com folga à frente.  Todos os demais, em maior ou menor grau, constataram que a deputada federal Fátima Bezerra (PT) já superou Vilma na corrida pelo Senado e que a diferença a favor de Henrique se desfaz na corrida ao governo do estado.  
O Item, por falar nisso, foi acusado na campanha de 2012 de usar indevidamente o registro profissional de um estatístico em uma pesquisa sobre a corrida à prefeitura de Serra do Mel.

Parece que a prática política dos tempos atuais recuou cinco décadas no tempo.   Ao mesmo tempo em que institutos de pesquisa são acusados de fraudar informaçõess, candidatos a governador contratam detetives para seguir e espionar adversários, neste fim de semana houve pelo menos três relatos de militantes petistas agredidos Brasil afora.  No mais grave dos casos, o jovem Hiago Augusto Jatoba de Camargo, de 21 anos, foi assassinado em Curitiba (PR) quando recolhia materiais de campanha de Gleisi Hoffman (PT).

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