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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Campanha do PSB utiliza crianças de maneira irregular no Rio Grande do Norte

O professor Jô Fagner, do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, postou no início desta tarde uma sequência de fotos, registradas na parada de ônibus da linha circular do Campus. Nelas, uma menina, de poucos anos de idade, sob o sol das 13h, entrega propaganda eleitoral de Marina Silva, candidata a presidente pelo PSB.








O detalhe é que o ponto de ônibus fica na calçada de um templo da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, denominação do pastor Silas Malafaia.
Disse Fagner no Facebook:

Acabo de sair da parada do circular da UFRN, em Natal, e encontro essa cena: uma menina, lá pelos seus seis anos de idade (ou menos) panfletando em campanha presidencial. Enquanto isso, uma senhora vigia seu serviço, ao lado de outros “companheiros” que seguravam bandeiras e distribuíam material de campanha.
Esse é o modelo que a presidenciável defende? Trabalho infantil em pleno calor das 13h? E onde se aplica a proposta da candidata de escola em tempo integral? É assim que ela defende?

Fiz as fotografias com meu celular, porque não suporto ver esse tipo de postura. E quem faz a campanha e compactua com tal gesto, levanta a bandeira do trabalho infantil escravo. E diferente das especulações que se faz nas mídias online, as imagens que anexam essa postagem são um fato.

Cadê o juiz do trabalho? Onde está o conselho tutelar? A candidata já derrubou o Estatuto da Criança e do Adolescente? Compartilhem, até que alguém responda essas perguntas.

O registro foi feito um dia depois da polêmica gerada por um outro registro fotográfico: nas proximidades da Ponte de Todos, dois palhaços, um deles uma criança, entregavam folhetos de Vilma de Faria, também candidata do PSB, mas ao Senado Federal.


É ilegal o uso de crianças para entrega de folhetos eleitorais nas ruas das cidades: evidentemente, constitui-se em uma forma de exploração de trabalho infantil.
Ao visualizar as fotos desta tarde, o vice-presidente do Colegiado de Conselheiros Municipais de Direitos de Natal, Naldo Dantas, disse ter apresentado imediatamente a denúncia ao Colegiado. "O Colegiado repudia imediatamente todo e qualquer ato de Exploração do Trabalho Infantil de Crianças e Adolescentes em qualquer que seja a condição”, afirmou.

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