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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

As relações entre Henrique Alves, a Petrobras no RN e o esquema dePaulo Roberto Costa

Este blog cobrou a Petrobras no RN em diversos momentos no ano de 2012 acerca de Luiz Antônio Pereira, gerente de Serviços Especiais da Sondagem Terrestre da Petrobras. Irmão de Emanuel Pereira, Luiz Antônio foi diretamente responsável por inúmeros prejuízos à empresa com multas trabalhistas e problemas com contratos.
Questionei a Petrobras, sem resposta, sobre se era mantido no cargo apenas por Henrique Alves, apesar de todo prejuízo causado. Nunca houve resposta. Reclamei à ouvidoria da empresa que finalmente me respondeu que não via indícios de influência política.
Você pode ler alguns dos textos aqui: https://www.google.com.br/#q=%22Luiz+Antonio+Pereira%22%22Daniel+Dantas%22.
Com a prisão de Paulo Roberto Costa em abril - e a aparição do nome do doleiro Alberto Yousseff - comecei a suspeitar da Refinaria Potiguar Clara Camarão. A intimidade do deputado baiano Luiz Argolo (SDD) com Yousseff me alertou à coincidência do nome do primeiro gerente geral da Refinaria, o baiano Ney Argolo. Não sei se são parentes, mas a coincidência dos nomes chamou a atenção.
Mas evidente que uma refinaria em obras era tudo que um esquema de desvio na diretoria do Abastecimento gostaria. E agora a IstoÉ revela que Paulo Roberto Costa delatou como parte do esquema as obras da Refinaria Potiguar e o deputado Henrique Alves (PMDB) como beneficiário. A Polícia Federal investiga se o dinheiro desviado está sendo lavado e internalizado nas contas de campanha de diversos partidos e políticos. Entre as quais, a de Henrique.
Nos seis anos de Petrobras, por mais de uma vez ouvi que Paulo Roberto Costa era o arrecadador do PMDB na empresa.  Em 2009, o então gerente de comunicação corporativa do Abastecimento, Giovanni de Morais, foi ao sacrifício. Assumiu a responsabilidade por contratos superfaturados na comunicação que, na verdade, eram parte do esquema de Paulo Roberto Costa.

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