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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Israel bombardeia centros lotados de desabrigados

24/7/2014, Moon of Alabama 
http://www.moonofalabama.org/2014/07/israel-again-and-again-shells-refugee-centers.html

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu


The Onion [A Cebola] nasceu para ser jornal satírico. Ainda ontem, a manchete era:


Israel: “Palestinos tiveram tempo de sobra para mudar-se para outros locais a serem bombardeados posteriormente”:[1]


“Dar aos civis palestinos a chance de proteger-se na casa de parentes ou amigos que só seriam bombardeadas posteriormente, às vezes mais de 48 horas depois, é gesto que merece elogios, não condenação. De fato, essa foi das iniciativas mais bem-sucedidas da atual guerra.” Ya’alon acrescentou que, dado que havia muitos pontos a serem bombardeados nos quais os palestinos poderiam abrigar-se, Israel não se responsabilizava pela segurança e integridade física dos que optassem por permanecer em casa.”


A sátira de ontem é a notícia de hoje.

Os militares israelenses em alguns casos avisaram que as pessoas de uma ou outra área de Gaza saíssem de suas casas, minutos antes de as casas serem bombardeadas ou invadidas. Alguns palestinos tiveram alguns segundos, poucos, para sair, antes de um ataque, mas muitos saíram de casa e correram para os prédios das escolas da ONU. As escolas estão abertas especialmente para isso, e o pessoal da ONU está atendendo as famílias desabrigadas e mantendo militantes e armas fora dos seus prédios.

Mas as levas de desabrigados que correm para as escolas indicam aos israelenses a exata localização das escolas. O passo seguinte é o que se lê aqui:


Israelenses bombardeiam abrigos da ONU em Gaza
[2]

Mais de 30 pessoas foram mortas e há mais de 100 feridos no ataque israelense contra uma escola da ONU em Gaza, que estava sendo usada como abrigo de emergência. 

A correspondente de Al Jazeera, Nicole Johnston, falando de Gaza, disse que a escola em Beit Hanoun foi atacada na 5ª-feira. Fontes disseram a Al Jazeera que mais de 30 pessoas foram mortas naquele ataque.

A Associated France Press obteve informação de funcionário da ONU, confirmando que “há grande número de mortos e feridos”.

Em entrevista à Al Jazeera, Robert Turner, diretor do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (UNRWA) em Gaza, disse que não houve alerta algum, dos israelenses, antes de as bombas começarem a explodir. Confirmou que houve mortes.

Disse que o Alto Comissariado da ONU fez contato com forças de Israel sobre uma janela pela qual evacuar a escola antes de o ataque começar. 

“Estávamos ali como local previsto para abrigo de emergência” – disse ele. – “Israel foi informada do local e de quem estava ali.” 

“É o quarto ataque a instalações da ONU, em três dias.”


Quatro ataques a centro de refugiados informado aos atacantes, em três dias. Quem acredita que os ataques teriam sido “acidentes”? Não acredito. O bombardeio foi assassinato premeditado de civis não combatentes identificados. É definitivamente crime de guerra intencional.

Mas os EUA continuam a encobrir os crimes de Israel. Os EUA foram o único país a votar “Não” na Comissão de Direitos Humanos da ONU ontem, em que se aprovou a investigação desses crimes de guerra que Israel comete em Gaza. Um assassino dá cobertura ao outro. *****

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