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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Operação Assepsia: Justiça Federal acata denúncia contra Micarla de Sousa

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/justica-federal-acata-denuncia-contra-micarla-e-mais-31-pessoas/283778

Quatro processos de denúncia da Operação Assepsia, envolvendo 32 pessoas, incluindo a ex-prefeita de Natal, Micarla de Souza, foram aceitas pela Justiça Federal. Inicialmente tramitando na Justiça Estadual, o processo foi encaminhado para o Judiciário Federal por envolver recursos da União.

A decisão foi do juiz federal Walter Nunes que também deferiu o compartilhamento de provas colhidas nos processos de busca e apreensão, quebra de sigilo telefônico, de dados, bancários e fiscais.

Além de Micarla, os processos foram instaurados contra Miguel Weber, Thiago Trindade, Alexandre Magno, Anna Karina Cavalcante, Bruno Macêdo, Thobias Gurgel, Carlos Viana, Francisco de Assis Viana, Antônio Luna, Annie Azevedo, além de empresas.
Adriano AbreuA Operação Assepsia foi deflagrada em junho de 2012A Operação Assepsia foi deflagrada em junho de 2012

Ao analisar que o processo deve tramitar na Justiça Federal, o magistrado ressaltou: “as condutas delituosas constantes na denúncia, de fato, ainda que os recursos tenham sido incorporados ao patrimônio do Município, a sua origem era federal e, ademais, continuaram sob fiscalização do TCU, de modo a demonstrar, de forma evidente, o interesse da União quanto à utilização das verbas para os fins a que foram destinadas”.

A Operação Assepsia foi deflagrada no dia 27 de junho de 2012. Nela o Ministério Público investigou  fraudes no processo de licitação que contratou o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS), do Instituto de Tecnologia Capacitação e Integração Social (ITCI) e da Associação Marca pela Secretaria de Saúde.

As denúncias do Ministério Público apontam para fraudes nos contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde e que teria como um dos principais interlocutores o procurador Alexandre Magno Alves.  Somente em “consultoria”, o Município pagou, entre novembro de 2010 e maio de 2011, cerca de R$ 1,7 milhão a Associação MARCA. Os valores foram obtidos como resultado de uma perícia contábil realizada por um profissional habilitado contratado pelo Ministério Público. Os serviços, porém, não estavam acompanhados de qualquer explicação que servisse como justificativa para o gasto milionário.

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