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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Henrique gasta mais de R$ 100 mil com empresa que financiou sua campanha

 
O deputado federal e presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, já destinou no atual mandato R$ 101.477 de sua Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, portanto dinheiro público, a gastos com a RG de Barros Vasconcelos (nome de fantasia Posto Jacutinga, CNPJ 03154296000193). A mesma empresa doou R$ 10 mil à campanha do parlamentar, no ano de 2010.
 
Somente nos dois primeiros meses de 2014, foram gastos R$ 9 mil da cota de Henrique Alves com a RG de Barros, exatamente R$ 4.500 em cada mês. O Supremo Tribunal Federal vota, atualmente, a possível vedação de doações de empresas às campanhas eleitorais e a maioria dos ministros já se posicionou favorável à proibição.
 
Em janeiro de 2013, os gastos de Henrique Alves com a empresa doadora foi notícia no jorna O Globo, com a manchete "Alves abastece com verba posto que doou para sua campanha" (http://oglobo.globo.com/pais/alves-abastece-com-verba-posto-que-doou-para-sua-campanha-7306756).
 
Na ocasião, o deputado, através de sua assessoria, limitou-se a responder que "com relação às doações de campanha, peço que seja verificada a lisura, a legalidade de todas as prestações de conta junto ao TRE. Com relação ao uso de verba indenizatória, sugiro que seja verificada a legalidade e a correção de minhas contas nesses 42 anos de vida parlamentar".
 
Apesar da denúncia, os gastos continuaram sendo efetuados e chegaram a R$ 43.458,19 somente durante o ano passado. A análise de O Globo apontou que o preço da gasolina normal no Jacutinga, em janeiro de 2013, era R$ 2,71 o litro, enquanto a aditivada estava em R$ 2,85 por litro.
 
De acordo com o jornal, ainda que considerando o valor do combustível mais caro, "num mês como fevereiro de 2011, em que o parlamentar gastou R$ 4.500 no posto, seria possível rodar 1.660 quilômetros, aproximadamente a distância necessária para se cortar o Nordeste, indo de Salvador a São Luís".
 
Todos os dados estão disponíveis em:
 
 

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