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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Polícia paulista sustenta versão de que adolescente encontrado morto sem os dentes se matou



Na Carta Capital
A Polícia Civil de São Paulo mantém o suicídio como versão mais provável para a morte de Kaique Augusto Batista dos Santos, de 16 anos. Seu corpo foi encontrado embaixo do viaduto da avenida Nove de Julho, na região central de São Paulo, na madrugada de sábado 11. Como apresentava lesões graves, a família acredita que ele tenha sido torturado e assassinado, um crime motivado por homofobia.

Ao jornal Folha de S.Paulo a Polícia Civil afirmou que a Polícia Militar foi chamada ao local para atender uma chamada a respeito de um garoto que se atirou do viaduto. A polícia diz que investiga a possibilidade de homicídio e está buscando imagens feitas por câmeras de prédios da região, mas não tem indícios de assassinato. Segundo peritos ouvidos pela Folha, os graves ferimentos podem ter sido causados pelo impacto da queda.

Ao reconhecer o corpo de Santos, três dias após ele ter sido encontrado, a família afirmou que observou uma barra de ferro transpassada por sua perna. Segundo os peritos, houve uma fratura exposta do fêmur de Santos, próxima ao joelho.

Ainda de acordo com a Folha, o delegado responsável pelo caso disse não ter observado nenhum indício de assassinato, mas os laudos da perícia ainda não estão prontos. A causa da morte de Santos foi, segundo a polícia, traumatismo encefálico e hemorragia interna.

Segundo a irmã de Santos, Tayna Chidiebere, de 19 anos, o garoto era muito querido e vivia cercado de amigos. A desconfiança da família é de que o crime tenha sido motivado por homofobia, mas não há testemunhas ou provas para confirmar.

“Esse é o problema. A gente não estava com ele. Se esse caso for fechado como suicídio eu vou fazer uma baderna na polícia, porque não foi suicídio. Eles são a polícia, são mais experientes do que a gente. Não é possível (...). Preciso saber onde o corpo do meu irmão foi encontrado, porque se a polícia não vai atrás de imagens, eu vou. As únicas pessoas que estavam com ele antes dele morrer não sabem de nada”, afirmou Chidiebere ao site R7.

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