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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Cinco PMs acusados de participar de chacina em Campinas são presos

No Estadão

A Polícia Civil, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, prendeu nesta quarta-feira, 29, à tarde, cinco policiais militares acusados de serem os autores dos assassinatos em série ocorridos em uma mesma região da periferia de Campinas, nos dias 12 e 13.

Os policiais teriam reagido após o assassinato de um PM de folga na mesma região, durante uma tentativa de assalto, horas antes da chacina. Veja vídeo que mostra momento em que policial é morto:

Testemunha que viu os policiais executando uma das vítimas ajudou a força-tarefa da Polícia Civil a chegar a um dos presos. Ele acabou levando a polícia aos demais acusados. As prisões são temporárias e os PMs estão sendo apresentados na Delegacia Seccional de Campinas.

Caso

Os assassinatos ocorreram horas depois de um policial militar de folga ser morto durante uma tentativa de roubo, em um posto de combustível na mesma região. Arides Luis dos Santos, de 44 anos, estava com a mulher abastecendo o carro quando foi abordado pelos criminosos. Ele tentou desarmar um dos bandidos e levou um tiro na cabeça.

Horas depois, por volta das 21h30, aconteceu a primeira morte, no Residencial Sirius. Os demais crimes ocorreram em um intervalo de quatro horas, todas em bairros da região do Ouro Verde, onde o policial foi morto.

No bairro Vida Nova foram cinco mortos em uma rua, a maioria com tiros na cabeça. Um familiar de uma das vítimas afirmou à Polícia Militar que homens encapuzados em dois carros foram os autores dos disparos.

No bairro Jardim Shangai, outros quatro assassinatos foram registrados nessa noite violenta em Campinas. As outras três mortes aconteceram nos bairro Vista Alegre, Jardim Florence e Parque Universitário.

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