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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

"Único critério para barrar era cor da pele, roupa e calçado," diz testemunha que presenciou ação do Midway Mall

Thiago Lima é o autor da foto que ilustrou o post anterior.  Ele relata que foi ao shopping para realizar uma compra. "Dei algumas voltas por lá de tarde, fui até o Extra e vi uma cena estranha: cerca de cinco seguranças encostados na entrada do shopping e alguns meninos sentados nos bancos meio desconfiados", diz.
Ele diz que já tinha efetuado a compra e ao se dirigir ao estacionamento viu a cena da foto e a registrou.  "Fui subindo a escada para o terceiro piso sem acreditar no que tinha visto: os seguranças não deixavam os meninos entrarem e um colocou a mão nos peitos de um garoto que tentou entrar", relata.
Thiago destaca que surgiu a versão de que tivesse havido uma briga no shopping, mas questiona: "Em todo momento que estava lá não vi nenhuma briga", diz.  "Se os meninos tinham brigado, lá dentro, por que estariam querendo voltar? Se aconteceu uma briga, por que não tinha policia?", questionou.
Segundo ele, o único critério utilizado pela segurança do shopping para barrar os brigões era a cor, a roupa e o calçado.

 

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