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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Documento “falso” era verdadeiro: ex-Siemens confirma denúncia sobre tucanos paulistas

Por Fernando Brito
No Tijolaço

folha
Se os tucanos ainda tivessem um mínimo de capacidade de corar diante dos fatos estariam agora, como dizia a minha avó, com cara de tacho.

Depois de terem acusado o PT e o Ministério da Justiça de falsificarem um documento com denúncias apontando parlamentares e ex-secretários do governo Alckmin como beneficiários de propinas da Siemens, agora têm de ler que o denunciante, um ex-dirigente da multinacional alemã, confirmou tudo em depoimento à Polícia Federal.

O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer confirmou todo o teor do documento que lhe era atribuído e as acusações a Edson Aparecido (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM),deputados tucanos licenciados e secretários de Alckmin, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB).

Mais adiante, a matéria da Folha cita, nas mesmas condições, o nome do senador serrista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o do deputado federal José Anibal (PSDB-SP) e o de Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos de Alckim entre 2001 e 2006 , agora, outra vez no cargo.

Mas, como tudo isso era sabido, a notícia é… a Folha ter publicado.

O Estadão, que continua léguas à frente, já está no próximo desdobramento do caso: o depoimento do doleiro que recebia dinheiro vivo, na sede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, do diretor da empresa estatal João Zaniboni. Meio milhão de dólares, quase, que lhe valeram uma condenação na Suíça.

Se a gaveta do Supremo não for emperrada como as do procurador Rodrigo de Grandis, virão fortes emoções pela frente…

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