Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Centro Acadêmico de Direito da UFERSA recebe 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

O Centro Acadêmico de Direito, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, vai exibir a “8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul". O evento acontece de 16 a 18 de dezembro, das 17h às 19h, na sala do Centro de Referências em Direitos Humanos (CRDH), localizado no Campus Leste da Ufersa Mossoró.


A 8ª Mostra é realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura. Será exibida de forma simultânea em todas as 26 capitais e no Distrito Federal, além de exibições em até 1000 espaços distantes das grandes cidades, atingindo, dessa forma, um amplo alcance. A programação é a seguinte:
16/12 (segunda-feira)


Caixa d’água: Qui-lombo é esse? (15’) - Documentário sobre a necessidade do resgate mnemônico das histórias de vida de uma comunidade quilombola aracajuana, que resiste em meio à urbanização desenfreada da cidade, estando o foco do trabalho na preservação da oralidade das cinquenta e cinco pessoas entrevistadas e na valorização da cultura negra sergipana.


Doméstica (75’) - Sete adolescentes assumem a missão de registrar, por uma semana, a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque de intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar, transformando-se em um potente ensaio sobre afeto e trabalho.


17/12 (terça-feira)


As Hiper-mulheres (80’) – Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios, enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.


18/12 (quarta-feira)

Kátia (74’) – - Kátia Tapety tornou-se a primeira travesti eleita a um cargo político no Brasil. Foi vereadora três vezes, além de vice-prefeita. O filme é resultado de 20 dias de convívio com ela no seu pequeno município no sertão do Piauí.


Brasília segundo Feldman (22’) - Em 1957, durante uma visita turística a Brasília, o designer norte-americano Eugene Feldman filmou a construção cidade e o cotidiano dos candangos. As imagens poéticas e eloquentes. Décadas mais tarde, o material foi, entregue a Vladimir Carvalho, que o resgatou neste filme, utilizando-o numa denúncia dos maus-tratos sofridos pelos operários, da repressão e das mortes ocorridas nos imensos canteiros de obras e acampamentos.

Comentários

Postagens mais visitadas