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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Centro Acadêmico de Direito da UFERSA recebe 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

O Centro Acadêmico de Direito, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, vai exibir a “8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul". O evento acontece de 16 a 18 de dezembro, das 17h às 19h, na sala do Centro de Referências em Direitos Humanos (CRDH), localizado no Campus Leste da Ufersa Mossoró.


A 8ª Mostra é realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da Cultura. Será exibida de forma simultânea em todas as 26 capitais e no Distrito Federal, além de exibições em até 1000 espaços distantes das grandes cidades, atingindo, dessa forma, um amplo alcance. A programação é a seguinte:
16/12 (segunda-feira)


Caixa d’água: Qui-lombo é esse? (15’) - Documentário sobre a necessidade do resgate mnemônico das histórias de vida de uma comunidade quilombola aracajuana, que resiste em meio à urbanização desenfreada da cidade, estando o foco do trabalho na preservação da oralidade das cinquenta e cinco pessoas entrevistadas e na valorização da cultura negra sergipana.


Doméstica (75’) - Sete adolescentes assumem a missão de registrar, por uma semana, a sua empregada doméstica e entregar o material bruto para o diretor realizar um filme com essas imagens. Entre o choque de intimidade, as relações de poder e a performance do cotidiano, o filme lança um olhar contemporâneo sobre o trabalho doméstico no ambiente familiar, transformando-se em um potente ensaio sobre afeto e trabalho.


17/12 (terça-feira)


As Hiper-mulheres (80’) – Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios, enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.


18/12 (quarta-feira)

Kátia (74’) – - Kátia Tapety tornou-se a primeira travesti eleita a um cargo político no Brasil. Foi vereadora três vezes, além de vice-prefeita. O filme é resultado de 20 dias de convívio com ela no seu pequeno município no sertão do Piauí.


Brasília segundo Feldman (22’) - Em 1957, durante uma visita turística a Brasília, o designer norte-americano Eugene Feldman filmou a construção cidade e o cotidiano dos candangos. As imagens poéticas e eloquentes. Décadas mais tarde, o material foi, entregue a Vladimir Carvalho, que o resgatou neste filme, utilizando-o numa denúncia dos maus-tratos sofridos pelos operários, da repressão e das mortes ocorridas nos imensos canteiros de obras e acampamentos.

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