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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

RN caranguejo, o acordão e o conselho de Garrincha

Por Marcos Dionisio Medeiros Caldas

Parece que o RN CARANGUEJO vai abufelar de fato.
Empresário cotado para ser candidato em nome do ACORDÃO faz propaganda na TV de empreendimento imobiliário de extremo bom gosto.
A roda do tempo me leva direto aos tempos do ACORDÃO de 1978, aquele em que Henrique e seus chegados apoiaram o Candidato da ARENA, Jessé Freire, enfim, "vitoriosos".
Já falei que por essa época, Ulisses Guimarães de quem o presidente da Câmara se diz herdeiro político, enfrentava ao lado de Haroldo Lima e Chico Pinto, os cachorros da PM de ACM em Salvador, enquanto ele e seu grupo se refestelavam com os apaniguados de Golberi no palanque da ARENA.
Lembrei desse fato ontem porque assistindo a Intertv vi no intervalo comercial o Empresário Fernando Bezerra divulgando empreendimento de ótima qualidade. Nada contra o empreendedorismo.
Tudo contra o ACORDÃO que se anuncia no horizonte.
Mas a lembrança veio porque para driblar a legislação da época, Radir (candidato dos Autênticos do guarda chuva MDB) e Jessé (candidato da ARENA dos generais e da ARENA VERDE de Henrique) faziam propaganda dos seus empreendimentos comerciais, A SERTANEJA, onde o locutor no final gritava "uma organização RADIR PEREIRA" e , se não me engano, Jessé, era destacado na Jessé Freire Agro -Comercial ou outro nome semelhante que o labirinto da minha memória pode está me traindo, "uma organização JESSÉ FREIRE". Ao citar os nomes dos empresários ao final da mídia o som era propositalmente elevado quase "partindo as telas das Tvs".
Há pouco tempo, o presidente da câmara anunciou que 2014 só deveria ser discutido em 2014. Foi a senha para se começar os exercícios e manobras. Disse que a prioridade era enfrentar as dificuldades do RN e manejou seus aliados para abandonar a Nau da Insensatez do Gov.RN, onde seu partido pontuou por trancar os adolescentes internos no CEDUC Mossoró em celas que ao invés de cadeados faziam o uso de PARAFUSOS, bem coerente com o período de 1978.
Ao alerta de Henrique todos foram para a briga de foice no escuro e no claro pelo poder. Mas , principalmente no escuro, em sótãos e varandas. Aliás, só pelo poder.
Nomes são lançados ao ventilador lembrando bem aquele Deputado que se referia a um seu par em aparte na Câmara Federal "dizendo que o discurso dele era "uma diarreia de palavras e uma prisão de ventre de ideias". Nomes, nomes e nomes, só nomes, sim, e padrinhos, sobretudo , padrinhos.
Todos fazem a política do avestruz, teleguiados por Ravengar, ao não discutirem as terríveis consequências da Guerra Civil que tá matando 4 por dia no RN e já se aproxima dos 5, quase todos na mais absoluta IMPUNIDADE.
Ideias e compromissos com o RN se perderam nos desvios do trânsito desorientado de Natal que ameaça nos jogar a todos no buracão milionário que Rosalba vai mandar abrir em plena época da Copa do Mundo na Avenida Roberto Freire.
Compromissos? Somente aqueles encartados em peças orçamentárias e os que amarram o livre pensar nos nós cegos do corporativismo bestial.
No final da bem feita propaganda em que o possível candidato vende seu peixe, só faltou agigantar a pronúncia do seu nome. Mas os tempos exigem discrição.
Em 2014, Henrique está no timão das decisões da conquista do poder. Às vezes, uma derrota constrói mais do que certas vitórias.
Um projeto mais acanhado pode ser o credenciamento para o amanhã mais sustentável e generoso.
Uma outra tentativa de ACORDÃO aconteceu em 2008 nas eleições para Prefeito de Natal e os resultados ainda estão aí na pele do povo Natalense que sofre as consequências das agruras da falência das suas políticas públicas.
Sou Mosquito, não quero ser a Mosca na Sopa de ninguém, mas continuo a achar que o ACORDO deve ser feito só com o povo, com ideias convertidas em ações , diretrizes e matriz de responsabilidade com condutores com estrada e compromissos cívicos e civilizatórios.
Não nos se esqueçamos de Garrincha e sua sábia pedagogia que tinha consciência da magia dos seus dribles mas sabia que era preciso conversar com os RUSSOS.
Nesse acordo não cabe o Bode Galeguinho no sentido literal. Nem muito menos no sentido figurado. Deu para entender?

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