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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Qual a diferença entre Eduardo e Guilherme? Os sobrenomes?

Eduardo Feld não é potiguar.  Ele, juiz, é também engenheiro. E midialivrista.  Falei sobre ele no blog em 2011.
Eduardo desenvolveu um sistema informatizado e supunha que ele seria útil para dar segurança e economia ao judiciário.  
Em vez disso, foi perseguido. Acusado de usar o tempo em que deveria estar trabalhando para desenvolver o software.
Adoeceu.  E foi, finalmente, punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça. Porque estava acometido de doença mental. O Tribunal transformou uma depressão em uma doença incapacitante.  O Conselho Nacional de Justiça, como deveríamos esperar, reverteu a decisão por absurda que era.
Feld não é potiguar e não tem seu nome alinhado a nenhuma família importante do estado.
Ao contrário de Guilherme Cortez.  Recebeu uma licença médica de 22 dias. Por estresse. Foi surfar com o primo Thiago Cortez no Peru. Guilherme não é um Feld ou um Lemos. Ele é Cortez.
As histórias parecem espelhos uma da outra. Como espelho, têm perspectiva invertida. Nesse caso, suspeito, que o sobrenome seja a causa.

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