Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Foragido na Itália, Pizzolato tem documentos que provariam sua inocência

Na CartaCapital

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do “mensalão”, o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato tem documentos com informações inéditas sobre sua participação no caso, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Ele fugiu para a Itália há cerca de 45 dias pela fronteira com o Paraguai, mas seu desaparecimento foi descoberto apenas na sexta-feira 15, quando a Polícia Federal tentou executar um dos 12 mandatos de prisão emitidos pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, contra condenados pelo esquema. Pizzolato tem cidadania italiana.

O dossiê deve ser usado por Pizzolato caso um processo seja aberto na Itália para julga-lo. Os papéis também trazem detalhes de sua defesa na ação no STF, que o condenou por ter autorizado o repasse de 73,8 milhões de reais do Banco do Brasil para o esquema.

Segundo o jornal, as informações inéditas e outras do dossiê teriam sido ignoradas Supremo. Os documentos estão sendo traduzidos para o italiano.

O ex-diretor do BB disse em carta pretender que seu caso seja analisado pela justiça italiana, que não tem obrigação de extradita-lo ao Brasil, pois ele é cidadão italiano. Ainda assim, o Ministério da Justiça estuda a melhor forma de solicitar a extradição de Pizzolato. O Ministério considera a tarefa difícil, entre outros motivos, porque , em 2009, o Brasil não extraditou Cesare Battisti, ativista de esquerda condenado na Itália à pena de prisão perpétua.

Comentários

Postagens mais visitadas